Medal of Honor é criticado por governo inglês
O secretário da Defesa do Reino Unido pediu ontem a varejistas que boicotem o jogo “Medal of Honor”, que dá aos jogadores a opção de assumir personagens do grupo radical islâmico Taleban.
“Crianças perderam pais e mulheres perderam maridos nas mãos do Taleban”, disse o ministro, que achou o jogo “de mau gosto”. “É chocante que alguém pense que é aceitável recriar os atos contra os soldados britânicos.”
A Electronic Arts, que produz o jogo, comentou o assunto por meio de um porta-voz. Em entrevista ao “Sunday Times”, disse que o formato do produto “meramente reflete o fato de que todo conflito tem dois lados”.
“Muitos de nós têm feito isso desde os sete anos: alguém é a polícia, então alguém tem de ser o ladrão.”
Em outros títulos da série “Medal of Honor”, jogadores podem controlar, por exemplo, o regime nazista, na Segunda Guerra (1939-1945).
A previsão de lançamento do game é 12 de outubro.
Fonte: Folha.com
O mesmo ocorreu com o MW2 em relação aos “russos” no mapa do aeroporto, tanto que fizeram uma reedição no jogo para que fosse lançado por lá.
Jogo é jogo, são mais interessantes quando retratam fatos reais e principalmente quando dá ao player opções de jogabilidade experimentando todas as opções retratando os dois lados da moeda.
Claro que um enredo rico e bem detalhado ajudariam muitos players entenderem as estupidez que todo tipo de guerra pode trazer.
Jogos muitas vezes acabam sendo também uma forma de aprendizado histórico e até mesmo educativos em relação aos FPS.
Creio que ainda estamos longe de uma mega produção com videos, trailers, enredos, imagens, documentários embutidos em um game para fazer o player entender a trama de suas histórias, uma porque na sua maioria (por cuidados e preocupações) os eventos são “fictícios” como nomes de personagens, localidades, partidos, etc.
Mas seria muito interessante se fossem como os jogos da Segunda Guerra.
Quem não se sente mais próximo da batalha, da trama, de certa forma entrando no espírito da coisa em jogos de Segunda Guerra?
Creio que todos.
Já os jogos de Guerra Moderna, não trazem sentimento, você apenas entra no jogo e joga para “matar e morrer”.
Acaba não pegando um apreço pelo game.
Enfim, como eu disse, estamos longe disso ainda, desta mega produção, mas por cuidados e preocupações de “interesses políticos”.